MUSEU CASA ALPHONSUS DE GUIMARÃES

O museu foi idealizado para homenagear o escritor e poeta Afonso Henriques da Costa Guimarães (Ouro Preto, 1870 – Mariana, 1921), um dos principais autores simbolistas do Brasil, conhecido como Alphonsus de Guimarães.

Inaugurado em 1987, o Museu está instalado na casa em que o escritor viveu com a família no período de 1913 a 1921. São dois pavimentos e um quintal, por onde se distribuem os espaços expositivos, educativos, áreas de pesquisa, administrativa e de convivência.

Composto por mais de 1000 itens, o acervo é fruto de doações, em sua maioria feita pela família e por amigos de Alphonsus de Guimarães. Compõem o acervo a biblioteca particular do poeta, com obras raras, conjunto de fotografias, objetos referentes à vida privada, à carreira como juiz e à atividade literária, além de documentos textuais, entre os quais se destacam artigos publicados e originais manuscritos, poemas e correspondências.

O secretário de Estado de Cultura Ângelo Oswaldo definiu em um texto a importância do museu: “A casa de Alphonsus é morada da poesia. Soam os responsos da Sé e a algazarra dos 14 filhos, na serena manhã de Mariana. Mário de Andrade vem de São Paulo, no trem da História, e bate à porta, como um rei mago atraído pela estrela. E com ele entramos para admirar o Poeta da lua, do amor e da morte. Venham todos. Alphonsus está à espera”.

REFORMA E EXPOSIÇÃO DE LONGA DURAÇÃO

Em junho de 2009, o Museu foi fechado aos visitantes devido às más condições em que se encontrava o prédio. O imóvel passou por uma grande reforma e o Museu foi reaberto em 2016. Finalmente, em 2018, recebeu a exposição de longa duração Alphonsus de Guimaraens, Poeta do Luar, realizada pela equipe da Superintendência de Museus e Artes Visuais e viabilizada pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da CEMIG.

A mostra conta com os módulos: A Visita, A Poesia, Biblioteca, Ismália, A Escrita e A Família. Neles são apresentados poemas e textos do grande poeta, intercalados com uma série de depoimentos de grandes escritores, críticos e intelectuais acerca da sua produção literária. O acervo exposto é composto por cartas, manuscritos, fotos, objetos pessoais e retratos que foram doadas pela família do poeta por ocasião da implantação do museu em 1987. No mobiliário destacam-se um belo canapé, um delicado conjunto de sofá e cadeiras de madeira torneada e um singelo relógio de parede, recentemente doado pela família Guimaraens. O visitante também irá se deparar com a rica biblioteca e com as instigantes correspondências de Alphonsus, além do canto inigualável de Milton Nascimento interpretando Ismália, no espaço de mesma designação.

Além da exibição do acervo da instituição, foram adquiridas duas obras com paisagens de Mariana para composição do ambiente A Poesia, sendo um desenho a grafite de José Octavio Cavalcanti, de 2006, e um óleo de Nazareno Altavilla, da década de 1940. Foram produzidas, pelo artista plástico Roberto Marques, cinco ilustrações originais em colagem, inspiradas em cada estrofe do poema Ismália, talvez o mais conhecido de autoria do poeta mineiro. O museu conta também com um pequeno espaço audiovisual e outro de ação educativa, equipados para receber o público espontâneo ou agendado.

O POETA

Alphonsus de Guimaraens nasceu em Ouro Preto em 24 de julho de 1870. Faleceu em Mariana no dia 15 de julho de 1921. Sua poesia é marcada pela espiritualidade e sua obra apresenta uma atmosfera de religiosidade, melancolia, sonho e mistério. Deixou notável conjunto de poemas entre os quais “Ismália”, “A Catedral”, “Hão de chorar por ela os cinamomos”, reconhecidos entre os mais significativos versos do simbolismo brasileiro. Seus livros “Pastoral aos crentes do amor e da morte” e “Setenário das dores de Nossa Senhora” também ficaram impregnados no coletivo poético. Em sua numerosa descendência, destacam-se o escritor João Alphonsus e o poeta Alphonsus Filho. O poeta atuou ainda como juiz municipal em Mariana e escreveu, nesta casa-museu, grande parte de sua obra.

SIMBOLISMO

O simbolismo é uma estética literária do século XIX que se opõe à objetividade parnasiana. Pode-se observar no simbolismo uma “revivescência” romântica. Há um apelo ao metafísico, ao inconsciente, ao mundo espiritual. Para dar conta dessa nova realidade é preciso uma linguagem simbólica o suficiente que possa sugerir em vez de descrever. O poeta simbolista sente-se desconfortável no mundo, e é tomado de um profundo pessimismo que o leva a valorizar a morte, o soturno, o mistério. Esse gosto pela fúnebre levou o simbolismo a ser chamado de decadentismo. Esse desconcerto do mundo é reflexo da frustração que todo o avanço tecnológico da era realista causou: havia uma grande euforia em relação à ciência, mas os avanços não são para todos. Nesse aspecto, o simbolismo aproxima-se do romantismo: tende a fugir do mundo físico que não apraz, não satisfaz.

MUSEU CASA ALPHONSUS DE GUIMARÃES

Rua Direita, 35, Centro

Mariana, MG

CEP 35420-000

(31) 3557-3259

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

Terça a Sexta:  de 12h às 18h

Sábado e Domingo:  de 09h às 15h

AGENDAMENTO DE VISITAS

(32) 3211-0770

(32) 3217-9982

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